Lula quer impor diária a ministros para acabar com 'sacanagem'
Saiu no Estadao de hoje. Reportagem original, aqui.
SÃO BERNARDO DO CAMPO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que pretende instituir diárias para os ministros com o objetivo de "acabar com a sacanagem".
"Quero cumprimentar o companheiro Mariano Palma Vilaça, diretor do Conselho Fiscal do sindicato, que brigava tanto para que as notas do sindicato estivessem em dia. Brigava tanto que me obrigou a instituir as diárias do sindicato, coisa que eu quero fazer para acabar com a sacanagem", afirmou o presidente citando um ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo quando Lula presidia a instituição.
Lula não mencionou no discurso os gastos com cartões corporativos que estão em cheque por desvio de recursos públicos.
A Presidência confirma que há um projeto para estipular diárias para os ministros no valor de 450 reais. Elas devem ser criadas após o final da CPI que investiga os cartões.
Ótimo! Maravilha! Eu leio uma reportagem como essa, e fico pensando: "ah bom! agora que os gastos serão limitados, os ministros e outros políticos não vão mais ter como abusar! E daí? São esses os políticos que queremos?". Tudo bem que há quem acredite que "a ocasião faz o ladrão" é a síntese máxima da natureza humana. Eu não acho. Acho que há sim espaço para ética e integridade moral. Não acho que deva haver limite para cartão corporativo. Acho que deve haver controle de gastos e regras visando permitir apenas gastos pertinentes à atividade política enquanto esta for concomitante com o interesse nacional, e eventualmente um processo de autorização mais detalhado para gastos mais vultosos. E gastos elevados em áreas que nada têm a ver com o interesse público devem ser tratados como o que são: crimes contra a nação. Crimes!
SÃO BERNARDO DO CAMPO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que pretende instituir diárias para os ministros com o objetivo de "acabar com a sacanagem".
"Quero cumprimentar o companheiro Mariano Palma Vilaça, diretor do Conselho Fiscal do sindicato, que brigava tanto para que as notas do sindicato estivessem em dia. Brigava tanto que me obrigou a instituir as diárias do sindicato, coisa que eu quero fazer para acabar com a sacanagem", afirmou o presidente citando um ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo quando Lula presidia a instituição.
Lula não mencionou no discurso os gastos com cartões corporativos que estão em cheque por desvio de recursos públicos.
A Presidência confirma que há um projeto para estipular diárias para os ministros no valor de 450 reais. Elas devem ser criadas após o final da CPI que investiga os cartões.
Ótimo! Maravilha! Eu leio uma reportagem como essa, e fico pensando: "ah bom! agora que os gastos serão limitados, os ministros e outros políticos não vão mais ter como abusar! E daí? São esses os políticos que queremos?". Tudo bem que há quem acredite que "a ocasião faz o ladrão" é a síntese máxima da natureza humana. Eu não acho. Acho que há sim espaço para ética e integridade moral. Não acho que deva haver limite para cartão corporativo. Acho que deve haver controle de gastos e regras visando permitir apenas gastos pertinentes à atividade política enquanto esta for concomitante com o interesse nacional, e eventualmente um processo de autorização mais detalhado para gastos mais vultosos. E gastos elevados em áreas que nada têm a ver com o interesse público devem ser tratados como o que são: crimes contra a nação. Crimes!
Comentários
Sou muitíssimo a favor de cartões corporativos, pois o extrato do cartão denuncia os gastos do político, facilitando muito o controle quando as suas despesas.
Assim, o problema de controlar os gastos está resolvido. O que se precisa mesmo é fiscalizar e punir apropriadamente os corruptos, indo de multas até mesmo prisão e caçassão do mandato - ALÉM DO MAIS ÓBVIO, que é a devolução do dinheiro mal-gasto.
Dá pra superfaturar, favorecer empresa própria em nome de laranja, desviar verba...
Tô muito descrente?