E o congestionamento chegou ao céu de São Paulo
Em meados de 2004, Roberto Yugi, de 38 anos, levava a metade do tempo do que leva hoje para ir de Carapicuíba, na Grande São Paulo, até o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. A implantação de novas vias, mudanças de mãos de direção e alterações na legislação de tráfego acrescentaram desvios em seu caminho, que além de mais lento ficou também mais comprido.
Nada disso seria novidade não fosse o fato de Roberto Yugi ser piloto. E de seu meio de transporte ser um helicóptero. Quando digita em seu palmtop - munido de um software moderníssimo de navegação - as coordenadas do Helipark, em Carapicuíba, e de Congonhas, o aparelho revela uma triste realidade: o trânsito chegou aos céus de São Paulo. "Em linha reta e com o céu livre, levaria seis minutos de vôo, mas desde 2004, com a implantação do espaço aéreo controlado para helicópteros, das rotas obrigatórias de vôo e, principalmente, ao aumento da frota, levamos cerca de 12 minutos. Ou seja, o dobro."
Para quem amarga horas e mais horas no trânsito de São Paulo, reclamar por gastar 12 minutos para percorrer uma distância de aproximadamente 19 quilômetros soa como um mero capricho. Mas para empresários que investem reais e mais reais para sustentar suas aeronaves e pilotos significa prejuízo. "Para essa gente que gasta milhares com um helicóptero exatamente para não perder tempo no trânsito, levar o dobro de tempo no ar está longe de ser um capricho", diz Yugi, que é piloto de um empresário e voa há 11 anos.
Já há alguns anos que o helicóptero vem sendo procurado pelos mais abonados como uma alternativa para driblar o trânsito na maior cidade do Brasil, onde se concentram as maiores e mais importantes transações financeiras do país. O Estado de São Paulo tem hoje uma frota estimada em 470 helicópteros e só na capital há 420 aeronaves registradas.
Há, na capital paulista, 260 helipontos e pelo menos seis grandes heliportos. Até 2010, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estima que a cidade ganhe mais 80 aeronaves, o que significa um crescimento de 17% da frota.
Retirado de Notícias Uol. Texto completo aqui.
A algum tempo atrás, lí que São Paulo tinha o segundo maior tráfego aéreo de helicópteros do mundo, perdendo apenas para Nova Iorque.
420 aeronaves é uma quantidade enorme de helicópteros. Não sou o especialista em aviões daqui - esse seria o Adriano - mas sei que para controlar esse tráfego é necessária uma estrutura grande de pessoal. Será que São Paulo tem isso? De quem é a responsabilidade? De que setor da Aeronáutica? Os aeroportos tem capacidade para cuidar disso?
E haja trânsito terrestre para justificar tamanho trânsito aéreo. É visível que dia-pós-dia o trânsito em São Paulo piora. São poucos os lugares e os horários em que demoro menos de 20 minutos de carro para chegar. Perco de 2 a 3 horas das minhas escassas 24h dentro do carro - 12,5% do meu dia. Falta tudo: metrô, ônibus, ciclovias. E tem mais, por que tantos caminhões trafegam na cidade durante o dia? Deveriam existir leis que impedissem a circulação de caminhões nos horários de pico. Cadê o Rodoanel? E os trens?
Enfim, são tantos os problemas e tão poucas as soluções que já penso em levar um colchão com travesseiro no meu carro, ou então um microondas, geladeira, ou então andar só de carona, para ter alguém com quem conversar enquanto o congestionamento toma conta da cidade.
Nada disso seria novidade não fosse o fato de Roberto Yugi ser piloto. E de seu meio de transporte ser um helicóptero. Quando digita em seu palmtop - munido de um software moderníssimo de navegação - as coordenadas do Helipark, em Carapicuíba, e de Congonhas, o aparelho revela uma triste realidade: o trânsito chegou aos céus de São Paulo. "Em linha reta e com o céu livre, levaria seis minutos de vôo, mas desde 2004, com a implantação do espaço aéreo controlado para helicópteros, das rotas obrigatórias de vôo e, principalmente, ao aumento da frota, levamos cerca de 12 minutos. Ou seja, o dobro."
Para quem amarga horas e mais horas no trânsito de São Paulo, reclamar por gastar 12 minutos para percorrer uma distância de aproximadamente 19 quilômetros soa como um mero capricho. Mas para empresários que investem reais e mais reais para sustentar suas aeronaves e pilotos significa prejuízo. "Para essa gente que gasta milhares com um helicóptero exatamente para não perder tempo no trânsito, levar o dobro de tempo no ar está longe de ser um capricho", diz Yugi, que é piloto de um empresário e voa há 11 anos.
Já há alguns anos que o helicóptero vem sendo procurado pelos mais abonados como uma alternativa para driblar o trânsito na maior cidade do Brasil, onde se concentram as maiores e mais importantes transações financeiras do país. O Estado de São Paulo tem hoje uma frota estimada em 470 helicópteros e só na capital há 420 aeronaves registradas.
Há, na capital paulista, 260 helipontos e pelo menos seis grandes heliportos. Até 2010, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) estima que a cidade ganhe mais 80 aeronaves, o que significa um crescimento de 17% da frota.
Retirado de Notícias Uol. Texto completo aqui.
A algum tempo atrás, lí que São Paulo tinha o segundo maior tráfego aéreo de helicópteros do mundo, perdendo apenas para Nova Iorque.
420 aeronaves é uma quantidade enorme de helicópteros. Não sou o especialista em aviões daqui - esse seria o Adriano - mas sei que para controlar esse tráfego é necessária uma estrutura grande de pessoal. Será que São Paulo tem isso? De quem é a responsabilidade? De que setor da Aeronáutica? Os aeroportos tem capacidade para cuidar disso?
E haja trânsito terrestre para justificar tamanho trânsito aéreo. É visível que dia-pós-dia o trânsito em São Paulo piora. São poucos os lugares e os horários em que demoro menos de 20 minutos de carro para chegar. Perco de 2 a 3 horas das minhas escassas 24h dentro do carro - 12,5% do meu dia. Falta tudo: metrô, ônibus, ciclovias. E tem mais, por que tantos caminhões trafegam na cidade durante o dia? Deveriam existir leis que impedissem a circulação de caminhões nos horários de pico. Cadê o Rodoanel? E os trens?
Enfim, são tantos os problemas e tão poucas as soluções que já penso em levar um colchão com travesseiro no meu carro, ou então um microondas, geladeira, ou então andar só de carona, para ter alguém com quem conversar enquanto o congestionamento toma conta da cidade.
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