Ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira é inaugurada em SP
Uma solenidade com autoridades, empresários e políticos na manhã deste sábado (10) marcou a inauguração da ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, que liga a avenida Jornalista Roberto Marinho à marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo.
O nome da ponte homenageia o empresário Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, que morreu em 29 de abril de 2007 aos 94 anos.
Com 138 metros de altura, a ponte, iniciada na gestão Marta Suplicy (PT), é a maior obra do governo Gilberto Kassab (DEM). Foi concebida para desafogar o tráfego na marginal, fazer a ligação com a rodovia dos Imigrantes e se tornar um cartão-postal da cidade, ao custo final de R$ 260 milhões. A previsão é que ela seja aberta ao tráfego às 18h deste sábado. O arquiteto responsável é João Valente Filho.
A cerimônia foi aberta por Maria Cristina Frias, que, falando pela família, lembrou a atividade empresarial de Octavio Frias de Oliveira e associou sua trajetória ao desenvolvimento econômico de SP.
"Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma reunião, de uma convergência. Nesse sentido, o batismo dessa obra é uma homenagem apropriada para quem conheceu Octavio Frias de Oliveira. Meu pai era um homem de diálogo, que gostava de aproximar as pessoas umas das outras, que gostava de promover a reunião de pontos de vista diferentes. Ele próprio foi a ponte do que muitas pessoas eram para o que viriam a ser", disse.
Kassab discursou em seguida. Falou da importância da obra, pela ligação com a Imigrantes e a redução do tráfego.
"A obra é a oportunidade de homenagear um grande brasileiro, alguém que teve uma trajetória de vida sempre com espírito público." Ele relacionou outras obras necessárias para fazer a ligação com a Imigrantes, como um túnel de 2,8 km.
Retirado do site da Folha de São Paulo. Texto completo aqui.
Essa notícia é do final de semana, quando a Ponte Octavio Frias de Oliveira foi inaugurada. Gostaria de comentar alguns pontos que me chamaram atenção na reportagem.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o custo final da ponte, de 260 milhões de reais. Não entendo nada de construção civil, aliás nem sei quanto custa um saco de 10kg de cimento, mas sempre me incomodo com essas obras faraônicas. Pode ser um medo resultado do "Complexo de Paulo Maluf" que assola os habitantes dessa cidade, mas para não ser injusto, cacei na internet o custo estimado da obra. A fonte que eu achei é de um orgão governamental, a Comissão de Valores Imobiliários - CVI - e nesse documento é indicado um valor inicial de 150 milhões de reais, em janeiro de 2004. E então? Houve superfaturamento? A obra encareceu 110 milhões de reais... quase duplicou.
Eu sou pessimista quanto a gestão pública brasileira, então sempre parto do princípio que sim, houve um super-faturamento e algum político saiu com grana no bolso do paletó. Agora, pensando que foi uma estimativa inicial de um projeto grande, que essa estimativa foi feita há quatro anos atrás, e que essa obra durou gestões de dois prefeitos de partidos diferente (Marta Suplicy e Gilberto Kassab), concluo que saímos no lucro. Já vimos obras bem mais simples custarem três, quatro, cinco vezes seu valor inicial, e essa nem duplicou.
Outra coisa que eu quero comentar é o discurso do prefeito, citando a ligação com a Rodovia dos Imigrantes. Que façam túneis, que derrubem casas (e realoquem as pessoas, pelamordeDeus), que construam vias e pontes, mas liguem logo a Roberto Marinho a rodovia! Criar mais um corredor de acesso para diminuir o tráfego na Av. dos Bandeirantes é facilitar o escoamento da carga dos enormes caminhões que vão e que vem do interior do estado e também se trata de uma questão de sobrevivência para os motoristas que cotidianamente usam essa avenida. Imaginem o quanto a cidade ganha com a economia de combustível, o menor tempo gasto em deslocamento, menos estresse... é uma melhor qualidade de vida.
Comentários
Quanto à nova ponte, bem... O que eu acho interessante é ver que, aparentemente, não se exita muito para gastar na área civil (creio que fosse possível construir pontes mais modestas no mesmo trecho, que fariam o mesmo serviço mas chamariam menos a atenção, por muito menos!), ao passo que muitas vezes em áreas sociais não só se exita com a ampliação de gastos como muitas vezes tenta-se cortar gastos...